-> Não, não é um tópico para somente citar algum ótimo ou péssimo filme, mas além de citá-lo também dizer o porquê disso - seja diretamente, ou seja por uma ótima crítica tirada de algum site.
-> Sim, claro que abordaremos a vida de pessoas, coisas e eventos envolvidos diretamente ao cinema igualmente.
-> Mas óbvio que ao discutir cinema, a discussão pode tomar rumos diversos; a propósito, estavamos falando da 7ª arte que é capaz de unir todas numa só. Daí, não há porque os tópicos sobre somente um filme deixarem de existir. xD
Iniciando:
Filme excelente, para mim o melhor de 2009 até então:
Inglorious Bastards - by Quentin Tarantino. (mas é claro que sou fâ dele!)
Érico Borgo
Nos videogames existem os chamados mod developers, sujeitos que pegam games existentes no mercado e interferem em seu funcionamento, dando aos jogos novas características, fundindo temas e franquias, mas quase sempre trabalhando dentro de uma estrutura funcional pré-estabelecida. De um clássico, portanto, pode surgir algo novo e que acaba tão - ou em alguns casos, mais - apreciado quanto o título original.
Quando penso no cinema de Quentin Tarantino em Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds) não consigo deixar de compará-lo a um mod developer - e um dos bons.
Como é habitual na cinematografia do cineasta, ele mistura linguagens, épocas e escolas - que praticamente desaparecem no resultado, tornando-se algo só dele. Dos faroestes de Sergio Leone (que já haviam inspirado Kill Bill Volume 2) vêm a inspiração para a música (Ennio Morricone está na trilha!) e a tensão nos duelos (verbais ou físicos). De John Ford ele empresta a temática da vingança, todo o "Capítulo 1" e um enquadramento arrancado de Rastros de Ódio (The Searchers, 1956). A criação do personagem Aldo Rayne (Brad Pitt) vem de atores como Aldo Ray (1926-1991) e John Wayne (1907-1979). De um obscuro filme de guerra italiano de 1978 o título do filme. Da nouvelle vague o teor do "Capítulo 3", com a Shosanna de Mélanie Laurent lembrando as personagens dos filmes de Truffaut... a lista é extensa... e tenho certeza que triplicará quando eu assistir ao filme novamente.
Tarantino, supernerd cinéfilo, apanha todas essas coisas que lhe são queridas, com as quais cresceu, e as transforma. Ele já fez isso antes muitas vezes, mas neste busca uma certa organização sutil separando os gêneros que emula através de uma organização em capítulos. São quase todos excelentes. O problema é justamente quando, superconfiante, ele deixa escapar uns arroubos pops. Normalmente eles funcionam nas mãos dele, mas aqui - é um filme de época, afinal - causam estranheza em um ou outro momento. "Cat People (Putting Out Fire)" de David Bowie na Segunda Guerra? Exagero (ainda que a cena daria um videoclipe e tanto se isolada).
A história começa na França ocupada pelos nazistas, onde Shosanna Dreyfus (Laurent) testemunha a execução de sua família pelas mãos do coronel nazista Hans Landa (Christoph Waltz merecia uma crítica à parte). Após uma introdução brilhante com uma intensa conversa entre os personagens de Denis Menochet e Waltz, a jovem consegue escapar e foge para Paris, onde cria uma nova identidade como dona de cinema. Enquanto isso, também na Europa, o tenente Aldo Raine (Pitt) inferniza ao lado de seu grupo de soldados judeus os nazistas. Conhecido por seus inimigos como Os Bastardos, o esquadrão de Raine se junta à atriz alemã e agente infiltrada Bridget Von Hammersmark (Diane Kruger) em uma missão para derrubar os líderes do Terceiro Reich. E os destinos convergem para o cinema onde Shosanna está planejando a sua própria vingança.
Inteligente, ainda que mantida rigorosamente simples, a trama investe nos atores - e a direção de elenco é a melhor da carreira já celebrada por essa característica de Tarantino. E se comentei acima que Christoph Waltz merecia sua própria crítica, dedico-lhe ao menos um parágrafo. O ator austríaco não dá chance a quem quer que divida a cena com ele. Seu vilão é tão sensacional que Bastardos Inglórios torna-se, sem querer, quase como um filme do Batman, em que são os antagonistas que valem o ingresso. Brad Pitt? Bom e caricato, como o filme exige. Mas Waltz está simplesmente em outra esfera de talento.
Caricaturas, aliás, são o pão-com-manteiga do filme. É divertida a maneira como Tarantino conscientemente reduz personagens aos seus estereótipos conhecidos (o americano caipira e bruto, a francesa blasé, o inglês supereducado, os nazistas engomadinhos...) para economizar tempo em explicações e construção de personagens. O único com quem ele realmente se preocupa é, de novo, Hans Landa, e isso causou certa polêmica entre a crítica. Adorar o nazista, mesmo com o tresloucado e historicamente alucinado clímax que o filme oferece, não é algo de fácil digestão mesmo.
Também passível de discussão é a eterna "violência tarantinesca". Uns amam, outros odeiam. Considerando os filmes anteriores do diretor, achei desta vez ela até contida, deixada para poucos momentos de impacto. Mas isso por que não me importo em ver escalpos e tacos de baseball esfacelando cabeças. O cinema de Tarantino tem mesmo essa propriedade um tanto anestésica em alguns em relação à sangreira. Ele consegue transformar o "gore" em "cool" dentro de determinados públicos. Mas fica o aviso - há quem tenha criticado duramente a produção por conta disso, gente que considera Tarantino um eterno adolescente fascinado com seus brinquedos. Não é o caso desta crítica, mas consigo entender as razões dessas pessoas. Tarantino é mesmo inconsequente - mas enquanto tiver seu público cativo, formado por gente como ele, seguirá em seu mundinho. Eu, pelo menos, agradeço. Fonte:
http://www.omelete.com.br/cine/100022604/Critica__Bastardos_Inglorios.aspxWaltz:
http://www.omelete.com.br/cine/100022712/Omelete_Entrevista__Christoph_Waltz_.aspxTermino resumindo que este filme trata de cinema, o que o torna tão fantástico. Diálogos maravilhosos e cenas tensas pelo desenrolar do
simples papo.
Sites que sempre uso para pesquisar ou acompanhar ou simplesmente ler =):
www.adorocinema.comwww.omelete.com.brE, um filme que detestei, haha:
Do começo ao fim - dirigido por Aluísio Abranches.
O filme é totalmente uma idéia digna de Oscar expressivamente mal aproveitada. A sacada sobre abordar o mundo gay sob a perspectiva dos meios-irmãos (são filhos de pais diferentes) é fantástica, mas se tornou num filme tão, mas TÃO tolo que beirou ao ridículo; o que senti ao sair do cinema foi a mesma sensação que me manteve lá dentro; um vazio. (porque quando sinto vazio quero preenchê-lo; o filme não foi capaz disso nem na última gota de todo o
cast no final)
Quando soube que era um romance gay entre
irmãos, pensei em abordagens a la "Angels In America" (se bem que este não aborda - nem de longe - somente a temática gay e ainda merece ser comentado neste tópico, logo mais, haha) - óbvio, que se tratando deste elenco em geral (diretor, atores, enfim), pouco é de se esperar também; mas eu tinha esperanças. Cogitei milhões de questionamentos, críticas, abordagens, etc. e? Nenhuma delas se fez. Cinema brasileiro financiado pela globo, me perdoem; 80% das vezes, me decepciona. Salvo
O Alto da Compadecida.
Creio que o objetivo do diretor era mostrar algo como totalmente natural, lindo e perfeito. A vida pelas lentes cor-de-rosa, como que "é possível" ou "existe!". Ele abusou tanto dessa temática que o filme se tornou uma utopia pejorativa, vista pelo pior lado; a superficialidade, a tolice. Sim, é a isso que resumo "Do Começo ao Fim": superficial.
...e até mesmo o título do filme sugere algo infinitamente "mais"...
Uma lástima.
Mais:
http://www.cinepop.com.br/criticas/docomecoaofim_101.htmhttp://www.interney.net/blogs/filmesdochico/2009/11/26/do_comeco_ao_fimAgora, pela curiosidade, com certeza, é válido assistir. O filme com roteiro fraco poucos diálogos e cenas de
clipe pífias, só ressaltando, tem 90 minutos de duração.
E,
http://www.adorocinema.com/cinenews/chris-waltzDepois de um tempo, amei
Brilho eterno de uma mente sem lembranças (de início achei-o cansativo, mas justificou-se xD), é de se esperar que, Waltz (Zeus!) e Michel Gondry façam lá uma excelente dupla?
E,
http://www.youtube.com/watch?v=DeWsZ2b_pK4&feature=relatedAMO Burton, e Depp, e Helena, etc. =D