Todas as citações retiradas do livro A Escolha dos Três, do Stephen King:
Ele se afoga, pistoleiro, o homem de preto estava dizendo, e ninguém entra na água para salvá-lo. O garoto Jake.
Mas aquilo não era um pesadelo. Era um sonho bom. Era bom porque era ele quem estava se afogando, e isso significava que ele não era absolutamente Roland, mas Jake, o que era um alívio, pois seria muito melhor se afogar como Jake do que viver como Roland, um homem que, pela frieza de um sonho, traíra um criança que havia confiado nele.
A voz que introduzira esses pensamentos em sua mente fora a de uma instrutora de vôo, uma veterana durona que parecia ter voado nos primeiros teco-tecos. Ela dizia: Não ignorem suas suspeitas. Mesmo se esquecerem tudo o que aprenderam sobre como lidar com terroristas reais ou potenciais, lembrem-se disto: não ignorem suas suspeitas. Em certos casos, vocês farão parte de uma tripulação que, durante o inquérito, dirá que não fazia a menor idéia do que iria acontecer até o sujeito puxar uma granada e dizer vire à esquerda para Cuba ou todo mundo nessa aeronava vai voar pelos ares. Na maioria das vezes, porém, encontramos duas ou três pessoas - principalmente comissárias de bordo, as as comissárias que vocês, mulheres, serão em menos de um mês. - que dizem que perceberam alguma coisa. Uma cosquinha. Uma sensação de que havia alguma coisa errada com o cara do 91C ou a moça do 5A. Sentiram alguma coisa, mas não fizeram nada. Será que elas deveriam ser despedidas por isso? Meu Deus, não! Você não pode amarrar um sujeito na cadeira porque não gostou do modo como ele coçava as espinhas. O verdadeiro problema é que elas sentiram alguma coisa... e depois esqueceram.
A velha matrona tinha erguido um dedo rude. Jane Dorning, juntamente com as colegas de turma, ouvira embevecida ela dizer: Se você sentir essa cosquinha, não faça nada... mas também não esqueça. Porque existe sempre aquela pequena chance de você conseguir impedir alguma coisa antes que ela aconteça... alguma coisa como uma escala não-programada de 12 dias no pátio do aeroporto de algum convunsionado país árabe.
Despido do jargão, o que o psicólogo Alfred Adler disse foi isto: o perfeito esquizofrênico - se existisse tal pessoa - seria um homem ou uma mulher não apenas inconsciente de sua(s) outra(s) persona(s), mas inconsciente de que houvesse qualquer coisa falha em sua vida
Adler deveria ter conhecido Detta Walker e Odetta Holmes.
Quando o pistoleiro entrou em Eddie, este havia experimentado um momento de náusea e teve a sensação de estar sendo observado (isso Roland não sentira; Eddie lhe contara mais tarde). Ele teve, em suma, uma vaga percepção da presença do pistoleiro. Com Detta, Roland fora forçado a tomar a frente de imediato, gostasse ou não. Ela não tivera apenas uma percepção; de um modo algo estranho, parecera estar à espera dele... dele ou de outra presença mais frequente. De uma forma ou de outra, Detta ficara totalmente consciente da presença do pistoleiro desde que sentira seu toque inicial.
Jack Mort nada sentiu.
Estava muito atento ao garoto.
Passara as últimas duas semanas vigiando o garoto.
Hoje iria empurrá-lo.
- O que gostamos de pensar de nós mesmos e o que realmente somos raramente têm muita coisa em comum, eu acho, mas sim... gosto de me imaginar como alguém imparcial. Então por favor me desculpe, Eddie.
Ele chegaria à Torre Negra e lá cantaria seus nomes; lá cantaria seus nomes, lá cantaria todos os seus nomes.
O sol deixava no leste um rosado sombrio e por fim Roland, não mais o ultimo pistoleiro mais um dos três últimos, dormiu e sonhou seus sonhos febris por onde corria um único e tranquilizador raio azul:
Lá vou cantar todos os seus nomes!