Autor Tópico: Sandman  (Lido 301 vezes)

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Sandman
« em: 14/10/2007, 21:56 »
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Sandman é a HQ (História em Quadrinhos) mais prestigiada que existe. Nunca antes outra HQ foi tão bem sucedida em termos de sucesso e critica. Agora vamos a ela: Sandman conta a história dos perpétuos. Segundo Neil Gaiman, autor da série, é errado imaginar que os perpétuos são como deuses, pois segundo ele, deuses morrem quando são esquecidos, e os perpétuos não. Eles são o Destino, o Sonho (o principal perpétuo, inicialmente as HQ\'s falariam somente sobre ele), a Morte (A perpétua mais famosa, em outras histórias de Neil Gaiman ela também aparece), o Destino, o Destruição, a Desespero, o/a desejo (ele é um personagem sem sexo definido) e a Delírio.

Houve, no total, 75 edições de Sandman, sendo a 1ª lançada em 1988 e a última em 1996. Pouco tempo depois, A Vertigo (editora das HQ\'s) publicou 10 livros denominados "Arcas" com reunindo todas as HQS. Elas são:

No primeiro arco (Prelúdios e Noturnos) Sonho relata sua captura por um mago chamado Roderick Burgess, em 1916. Ele permaneceu aprisionado numa redoma de vidro durante cerca de setenta anos antes de conseguir se libertar. Nos números seguintes ele retorna ao Sonhar e encontra seu reino em um estado de profunda decadência. Para restaurar o Sonhar, Sonho parte em busca de suas ferramentas - três objetos que contem parte de seu poder. A algibeira estava na posse de uma amiga de John Constantine, o elmo na posse de um demônio e o rubi nas mãos de John Dee, o Doutor Destino. (Edições 01 a 08 )

No segundo arco (Casa de Bonecas) Revela-se mais sobre as relações entre os Perpétuos e os seres humanos. A primeira revista do arco intercala acontecimentos simultâneos na Terra e no Sonhar. Na Terra é mostrado o encontro entre Rose Walker e Unity Kinkaid, que lhe revela ser sua avó. A mãe de Rose nasceu quando Unity estava em coma (ela foi vítima de um dos muitos disturbios do sono motivados pela prisão de Sonho). No Sonhar, Sonho começa a restaurar seu reino, ordena um recenseamento dos habitantes e se prepara para combater a ameaça iminente do surgimento de um vórtice: um vórtice é uma pessoa que surge a cada era, capaz de romper as barreiras do Sonhar, e por isso mesmo perigosa demais pra ser mantida viva. O vórtice dessa era é Rose Walker. (Edições 09 a 16)

O terceiro arco (Terra dos Sonhos) é formado por histórias sem relação entre sí. A primeira história se chama Calíope, nome de uma das nove musas da mitologia grega, mais específicamente a que inspirava a poesia épica. A história começa com este ser encantado aprisionado já a décadas por um escritor ambicioso que, após anos se valendo da escravidão de Calíope, resolve entregar sua posse para um escritor mais jovem. Sonho sente compaixão por Calíope, em grande parte por ele próprio ter sido prisioneiro dos mortais, e faz com que seja libertada. Nessa história revela-se que Sonho e Calíope tiveram um filho de nome Orfeu. A segunda história (Um Sonho de Mil Gatos) é uma das mais curiosas de Sandman. Toda contada do ponto de vista dos gatos, é centrada na figura de uma espécie de profeta felina, que conversou com Morpheus durante um sonho. A gata buscava respostas sobre porque os humanos haviam matado seus filhotes. Sonho explica que os motivos dos homens eram ininteligíveis e em seguida relata sobre uma era em que os gatos eram senhores dos homens, que então não passavam de animais pequeninos. Esta era teria acabado quando um homem visionário conseguiu convencer vários homens a sonhar um mesmo sonho: o de um mundo em que eram senhores e não presas. Quando conseguiu a realidade se tornou qual os homens sonharam, e de forma tão profunda que mesmo o passado mudou, de forma que o homem sempre houvesse sido a raça dominante. Ao saber disso a gata se dedica a fazer com que os outros gatos voltem a sonhar com uma era em que eles reinassem tranquilos.

Na terceira história - Sonho de uma Noite de Verão - William Shakespeare apresenta essa peça pela primeira vez e para uma platéia formada por criaturas de Arcádia, a terra das lendas habitada por personagens da ficção. Shakespeare teria escrito a peça baseando-se nesses mesmos personagens, que ele conheceu durante uma viagem arranjada por Sonho (o trato entre os dois é brevemente abordado na história "Homens de Boa Sorte", em Sandman nº14). Em troca da viagem, Sonho encomendou a Shakespeare duas peças, sendo Sonhos... a primeira. Insinua-se no texto que a segunda seria Hamlet, e que essa peça só veio a ser escrita por inspiração da morte do jovem filho de Shakespeare. Fica ainda subentendido que essa morte seria o preço pela originalidade do trabalho do autor. (Edições 17 a 20)

O quarto arco de histórias (Estação das Brumas) conta a história da ida de Sonho ao Inferno, para resgatar sua ex-amante, Nada. Ao chegar no Inferno, descobre que Lúcifer está abandonando seu domínio e, como vingança por Sonho o ter humilhado anteriormente, dá para o Lorde Moldador a chave do Inferno. A partir disso começa uma disputa por todos os tipos de entidades para ganhar a chave do senhor dos Sonhos. (Edições 21 a 28 )

No quinto arco (Um jogo de você) Barbie, uma nova iorquina divorciada, viaja para o mundo mágico que ela já havia habitado uma vez em seus sonhos, para descobrir que este mundo está sendo ameaçado pelas forças de Cuckoo. Esta série introduz o personagem Thessaly, que exercerá um papel importante no destino de Morpheus. (Edições 32 a 37)

Já no sexto arco (Fábulas e Reflexões) temos uma coleção de pequenas histórias que se dão na história de Morpheus, sendo a maioria delas publicadas originalmente antes e depois do quinto arco de histórias. Quatro lidando com reis e comandantes, foram originalmente publicada sob o título de "Distant Mirrors", enquanto outras três, que detalham os encontros entre vários personagens, foram publicadas no arco Convergências. Fábulas e Reflexões também traz um especial de Sandman, publicado originalmente como uma história independente, que assimila o mito de Orfeu aos mitos de Sandman. (Edições de 29 a 31, 38 a 40 e 50)

No sétimo arco (Vidas Breves) Delírio, a irmã mais nova de Sandman o convence a ajudá-la a encontrar seu irmão perdido, conhecido como Destruição dos Perpétuos, que abdicou de seu lugar na família trezentos anos antes.(Ediçoes 41 a 49)

No oitavo arco (Fim do Mundo) Viajantes de todos os tempos ficam presos no vórtice de uma tempestade da realidade, do mito e da imaginação e acabam convergendo em uma misteriosa estalagem. Na tradição dos "Contos de Canterbury", de Chaucer, eles esperam a tempestade passar contando histórias. (Edições 51 a 56)

No nono arco (Entes queridos) Impossíveis de serem detidas em sua missão de vingança, elas não parariam antes que o crime que desejavam punir fosse vingado e limpo com sangue. As pessoas assustadas as chamavam de Bondosas ou Fúrias. Agora, Sonho dos Perpétuos, seus amigos e sua família se encontram presos em uma sombria conspiração. E alguém irá morrer. (Edições 57 a 69)

No décimo arco (Despertar) Deuses antigos, velhos amigos e inimigos se reúnem para prestar um tributo e para recordar, no velório mais estranho que já existiu. E, no final de sua vida, William Shakespeare cumpre sua parte em uma estranha barganha. (Edições 70 a 75).

Os pérpétuos são:

O destino

Destino é o mais velho dos Perpétuos. No princípio havia a Palavra, e ela foi escrita à mão na primeira página de seu livro, antes mesmo de ser pronunciada. Para os olhos mortais, Destino é, também, o mais alto dos Perpétuos. Alguns crêem que ele seja cego, enquanto outros, talvez mais sabiamente, alegam que ele tenha viajado além da cegueira e que, na verdade, não possa ver nada, exceto - enxergar - os finos traçados espirais das galáxias no vazio, observando os intricados padrões da vida em sua jornada através do tempo.

Destino caminha eternamente por seu jardim, onde, sempre no ponto em que ele se encontra, podem ser vistas várias trilhas por onde ele poderá seguir, mas, sempre, apenas uma por onde ele veio.

O Sonho

Sonho é um herói nobre, trágico, no estilo tradicional dos heróis da tragédia grega. As vezes parece insensível, outras meditativo, mas invariavelmente melancólico. Já seu lado mais racional está sempre ciente de suas responsabilidades, tanto para com as pessoas comuns, quanto para aqueles de suas terras. Compartilha de uma ligação recíproca de dependência e de confiança com sua irmã mais velha, a Morte. Ele se esforça vigorosamente em compreender sua natureza e a dos outros Perpétuos.

Apesar da imensa semelhança, Neil nega até a morte que Sonho tenha sido inspirado em Robert Smith, vocalista do The Cure

A morte

Além de Sandman, Morte é o perpétuo que mais aparece nas histórias de Sandman, e é provavelmente o personagem mais popular da revista já tendo protagonizado várias mini-séries próprias e feito aparições em outros textos de Gaiman - como Livros da Magia. Tem um livro feito com apenas ela por temática pricipal, que é Morte - O Preço da Vida. Em inglês se chama Death - The High Cost of Living. É sempre representada como uma jovem de cabelos negros, pele muito pálida e carregando um amuleto em forma de Cruz Anelar.

Ao contrário do que se poderia esperar, esse é um dos personagens menos sombrios do mundo de Sandman. Enquanto o próprio Sonho está sempre soturno, melancólico ou meditativo a Morte parece estar sempre de bom humor e sempre disposta a conversar, ainda que o faça de forma confusa, sem se esforçar pra ser entendida.

A Morte está destinada a ser o último ser a existir.

Apesar de também haver uma imensa semelhança, Neil também nega até a morte que Morte tenha sido inspirada em Siouxsie, vocalista do Siouxsie & The Banshees

O Destruição


Destruição, que refere a si mesmo, como \'a ovelha negra da família\', é o membro dos Perpétuos que nos traz à conclusão de que talvez eles não sejam realmente necessários. Podemos vencer as dificuldades sem que eles nada façam. Segundo ele, os Perpétuos não têm o direito de interferir com as nossas vidas. Nós somos capazes de conduzi-las.

Ele tenta ser criativo, como tem mostrado em suas "vidas" longe dos Perpétuos. Um construtor, um artista, um trabalhador, um chefe, Destruição passa todo o seu tempo construindo, ao invés de destruir.

Neil Gaiman já confirmou que Destruição foi inspirado no ator Brian Blessed.

O/A Desejo

O limiar é maior do que podemos imaginar. É uma estátua de Desejo, ele ou ela própria. (Desejo nunca se satisfez com um único sexo. Ou apenas uma de qualquer coisa... Exceto, talvez, o próprio limiar.) O limiar é um retrato do Desejo, completo em todos os detalhes, erguido, a partir de seus caprichos, com sangue, carne, osso e pele. E, como toda verdadeira cidadela desde o início dos tempos, o limiar é habitado. O lugar só tem um ocupante neste momento: o Desejo dos Perpétuos.

A desespero

Desespero, irmã gêmea de Desejo, é rainha de seu próprio domínio sombrio. Diz-se que, dispersas pelo reino de Desespero, há uma infinidade de pequenas janelas penduradas no vazio.

A cada janela aberta uma cena diferente se revela. Em nosso mundo, a vista é um espelho. Assim, quando você fita seu próprio reflexo e nota os olhos de Desespero sobre si, é fácil senti-la agarrando e apertando seu coração.

Sua pele é fria e pegajosa. Seus olhos são da cor do céu, naqueles dias cinzas e úmidos que desbotam o significado do mundo. Sua voz vai pouco além de um sussurro. E, embora ela não tenha odor, sua sombra é almiscarada e pungente, tal qual a pele de uma cobra.

Muitos anos atrás, um certo dogma religioso que ainda hoje existe no Afeganistão, declarou-a uma deusa, proclamando todos os recintos vazios como seus locais sagrados.

A seita, cujos membros se denominavam "Os Não-Perdoados", persistiu por dois anos, até que seu último adepto finalmente se suicidou, após ter sobrevivido aos outros membros por quase sete meses.
 
A Delírio


Delírio é a mais jovem dos Perpétuos.

Ela cheira a suor, vinho azedo, noites tardias e couro velho. Seu reino é próximo, e pode ser facilmente visitado. As mentes humanas, porém, não foram feitas para compreender seu domínio, e os poucos que viajaram até ele conseguiram relatar apenas fragmentos perdidos.

Sua aparência, um amontoado de idéias vestidas no semblante da carne, é a mais variável de todos os Perpétuos. A forma e o contorno de sua sombra não têm relação com a de nenhum corpo que esteja usando. Ela é tangível como veludo gasto. Delírio tende a se tornar borboletas ou peixes dourados, agora e sempre.

Alguns dizem que a grande frustração de Delírio é saber que, apesar de ser mais velha que as estrelas e mais antiga que os deuses, ela continua sendo, eternamente, a mais jovem da família, pois os Perpétuos não medem tempo como nós nem vêem mundos através de olhos mortais.

Um dia, Delírio também foi Deleite. E, embora isso tenha sido há muito tempo, ainda hoje seus olhos têm matizes diferentes: um é verde-esmeralda bem vivo, salpicado de pontos prateados; o outro é do mesmo azul que esconde sangue dentro de veias mortais. Ela vê o mundo de seu própria e única visão.

Os Perpétuos acreditam que apenas Delírio sabe porquê ela mudou.

PS: Segundo Neil Gaiman, Delírio foi inspirada na cantora americana Tori Amos. (L)




A série não tem propriamente um fim, Neil disse que ela precisava terminar e só. Mas há rumores de filme. *.*
« Última edição: 21/10/2007, 18:02 por Roland »
Me fez casa
Eu sou morada
Lugar de Deus
Que não está lá fora
Mas sim mora dentro de mim

Abri a porta e Ele entrou em casa.
Estou em obras.
Essa morada um dia será perfeição!

Desligado Neo

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« Resposta #1 em: 15/10/2007, 07:36 »
Citação
A série não tem propriamente um fim, Neil disse que ela precisava terminar e só. Mas há rumores de filme. *.*



O filme é sobre a Morte, sá está em pré-produção. O próprio Gaiman dirige.
Eu li até o 7º arco e é realmente muito bom. Aliás, tudo que ele escreve nesse tipo de mídia é muito bom, mesmo que seja com um personagem chato e manjado como o Superman.

Ssandman certamente é um "must read" pra quem gosta do tipo de leitura, mas a HQ mais respeitada é Watchmen, A BÍBLIA!
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Neo »
*we stand alone together...
XLVI


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Desligado Guilherme

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« Resposta #2 em: 15/10/2007, 08:33 »

Nossa a mulher da esquerda lembra a Amy Lee
*_*
qual o poder dela?


sobre HQs, eu gosto muito de HQs, mas gostaria que fossem mais baratas, e que as bancas do rio vendessem direito, porque quando se vai a uma banca aqui, se você pedir uma HQ você acha o nº1, na semana seguinte, não tem o nº2, depois não tem o 3, ai vem o 4, e você se perde na história.


Essa história que tu postou, tem pra download na net?
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Guilherme »
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Desligado Roland

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« Resposta #3 em: 17/10/2007, 14:20 »
A mulher do ank, SLB? Ela é a Morte, segundo Neil, ela estará sempre no final ;D

Sim, todas as arcas podem ser baixadas pela net: hoje não se vende apenas HQ\'s, vende-se somente as arcas, mas na livraria aqui perto de casa são um roubo! Mais de 60 reais!

Tudo bem, eu reconheço que uma unica arca possui várias edições, além de terem capa dura, prologos escritos por amigos do Neil (Tori Amos, Stephen King, etc), além de legendas no final, e o papel é de ótima qualidade também.

Eu li somente O fim dos mundos e Fábulas e Reflexões, e também li a edição especial só da Morte que o Neil falou. Neil Gaiman ruleia <333

Se quiser baixar procure na comunidade do Orkut. =]

[spoil] Aquela mulher ruiva que falou com o Sexton na edição especial sobre a Morte é a Delírio? o.õ[/spoil]
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Roland »
Me fez casa
Eu sou morada
Lugar de Deus
Que não está lá fora
Mas sim mora dentro de mim

Abri a porta e Ele entrou em casa.
Estou em obras.
Essa morada um dia será perfeição!