Autor Tópico: Livros didáticos  (Lido 558 vezes)

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Desligado ~Leandro

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Livros didáticos
« em: 24/09/2007, 00:34 »
Recentemente os livros didáticos de história de Mario Schmidt (coleção Nova História Crítica) foi reprovado por um pseudoanti-capitalista, o senhor Ali Kamel. Segundo ele, o livro continha falsas informações sobre a história do Brasil e fortes tendências comunistas, que não deveriam ser repassadas para os alunos. O fato é que a coleção de livros didáticos do senhor Mario Schmidt é considerada a melhor do Brasil pela grande maioria dos professores de história, e utilizada na maioria das escolas. Pra quem ainda não viu o livro, ele traz fortes críticas ao capitalismo e, na parte que fala sobre o Brasil mais atual, faz críticas à rede Globo. A questão é: Como devem ser escolhios os livros que usamos na escola (ou principalmente os alunos de 5ª a 8ª série)? Devem continuar sendo escolhidos pelos professores ou deve haver uma intervenção do Estado, para que as crianças "não sejam manipuladas", como pretende Kamel?

Sobre a notícia que saiu no jornal O Globo, na última terça, sobre o assunto:

Citação
Ali Kamel, o anticapitalista?

por Pedro de Oliveira

Este texto foi produzido pela Geração Editorial a respeito de texto publicado por Ali Kamel na seção de artigos do jornal O Globo da última terça feira. O título irônico do texto é:
 
\'\'Ali Kamel, o anticapitalista ou
Teríamos conseguido se nossa tática gramsciana não tivesse sido
desmascarada por estes moleques intrometidos...\'\'

Vamos inicialmente esclarecer alguns pontos importantíssimos em relação
ao artigo de Ali Kamel.

 1- Quem seleciona os livros didáticos não é o MEC. As coleções
didáticas são selecionadas por diversas universidades conceituadas
(notórios antros comunistas, é verdade).

2 - Quem escolhe os livros didáticos são os professores. Mais de 50 mil
professores por todo Brasil analisaram as dezenas de coleções de
história disponíveis e escolheram livremente a coleção Nova História
Crítica como a melhor coleção.

 3 - A coleção Nova História Crítica é um sucesso ainda maior no mercado
particular, ou seja, nas escolas privadas, que sequer dependem do MEC
para escolher seus livros.

Considerando estes três pontos, perguntamos: terão errado todos estes
50 mil professores? Saberá o senhor Ali Kamel escolher melhor que eles?
O que devemos fazer com esses milhares de professores que preferem a
obra do professor Mario Schmidt às demais? Demitimos? Reeducamos
ideologicamente? Devem ir para o pau-de-arara, como nos bons tempos da
ditadura e do CCC? E os livros que eles já escolheram? Queimamos os
livros em praça pública? Enfim, como incita Ali Kamel, algo precisa ser
feito. Organizemos já uma marcha com Deus pela Família, Tradição e
Propriedade!

Pois não podemos mais aturar os 50 mil professores em todo o Brasil que
consideram, entre dezenas de coleções disponíveis, a Nova História
Crítica do professor Mario Schmidt a melhor de todas, tornando a
coleção o maior fenômeno editorial didático de todos os tempos.

Porque este, sim, é o maior crime da coleção Nova História Crítica: ser
um grande sucesso dentro do mercado capitalista! (Olhe aí as terríveis
táticas gramscianas em ação!)

Para quem não conhece, é interessante saber que no mercado de livros
didáticos existe uma concorrência absolutamente livre e legítima entre
as editoras. Quem escolhe os livros para as crianças é a pessoa mais
capacitada para isso: o professor. Nesse segmento, o livre mercado vem
funcionando a pleno vapor; uma editora tentando fazer um livro melhor
do que a outra. Quem tem o melhor livro leva a maior fatia do bolo.

Porém, o senhor Ali Kamel, como todo bom porta-voz do capitalismo real,
odeia que o livre mercado funcione como um livre mercado. O senhor Ali
Kamel acha que o Estado deve intervir fortemente nessa área. O governo
deve censurar livros de determinado matiz ideológico e impedir que os
professores escolham livremente seu material didático para nossas
crianças. (Ah, as nossas crianças! Para Ali Kamel, molecada assistindo
a cenas de sexo na novela, tudo bem. Mas livro de esquerda escolhido
livremente pelo professor não pode.)

O professor Mario Schmidt é notoriamente um severo crítico do
capitalismo. Para Ali Kamel, olavetes, reinaldetes e \'\'nova direita\'\',
isso, atualmente, é um pecado mortal - onde já se viu? Um sistema tão
bonitinho, tão limpinho e responsável, como é possível que não se
admita que o capitalismo é o sistema econômico perfeito, para não dizer
o sistema econômico terminal da humanidade. Quem ousaria levantar
críticas ao capitalismo e - horror, horror! - encontrar qualidades no
socialismo?

Mas é muito estranho que justamente onde o sistema capitalista deveria
atuar de maneira exemplar, ou seja, na livre concorrência, na igualdade
de oportunidades no mercado, onde o melhor produto vence, o senhor Ali
Kamnel murche em seu fervor capitalista.

No mercado de livro didáticos, a opinião do mais abalizado consumidor -
o professor - não deve ser respeitada e o Estado deve intervir
diretamente para eliminar o campeão da livre concorrência, se a
ideologia deste não se coaduna com a das Organizações Globo. É nisto
que acredita o senhor Ali Kamel, o verdadeiro o anticapitalista.

----
PS - É curioso que o maior veículo de ideologia do Brasil, a Rede
Globo, venha reclamar da edição ideológica do material histórico. Ali
Kamel cita vários trechos do Nova História Crítica no seu artigo. O exíguo espaço certamente o impediu de citar, entre outras, a página 319 do referido livro, que conta a história da edição do debate LULA X COLLOR feita pela Globo no Jornal Nacional. O que será que Ali Kamel achou deste
trecho? O que ele acha que o Estado deveria fazer com uma emissora que
\'\'trabalha a cabeça das pessoas\'\' desta forma? A mesma coisa que ele
sugere que faça com livros didáticos?



E não só sobre livros de História, mas livros das matérias em geral, como devem ser escolhidos? Eu continuo achando que quem deve ter esse direito é o professor, que sabe o suficiente da matéria apra saber o que seus alunos devem ou não saberem.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por ~Leandro »
"Quando te vejo não saio do tom. Mas meu desejo já se repara. Me dá um beijo com tudo de bom e acende a noite na Guanabara..."
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Desligado Katherine

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« Resposta #1 em: 24/09/2007, 15:32 »
Eu acho, sinceramente, que o livro didático não faz absolutamente nenhuma diferença no ensino.

Pode soar radical, mas eu tenho um professor de Geografia que vive reclamando de como a nossa apostila (do Sistema Positivo, que aliás é uma merda) não fala de nenhum ponto importante da geografia brasileira que não esteja em São Paulo, e da mundial, que não esteja na Europa ou nos Estados Unidos. Então ele simplesmente usa o polígrafo para dar a idéia geral e o resto é feito por ele. No polígrafo não consta o Aqüífero Guarani (!), mas na prova feita sobre isso todos foram muito bem, obrigada. E se tu perguntar para algum colega meu é provável que alguns ainda lembrem.

Também tenho uma professora de Literatura que está sempre acrescentando coisas à apostila - ela mais usa para exercícios do que para propriamente explicar a matéria, e a ordem em que vemos os períodos literários é outra.

Meu professor de História usa a apostila regularmente, mas sempre, eu digo SEMPRE, INVARIAVELMENTE, faz perguntas cujas respostas não constam ali, ou constam muito superficialmente, e explica ele mesmo. E meu ex-professor de História, que não sei por que cagadas da diretoria foi demitido, uma vez nos fez pegar o polígrafo de História e riscar uma parte sobre o islamismo, que era preconceituosa e sensacionalista. Por mais que aquela parte dissesse CLARAMENTE que todos os islâmicos eram terroristas em potencial, nenhum aluno saiu pensando em mandar cartas para que o Papa os matasse todos.

É triste saber que pagamos 90 reais por apostila por isso (uma apostila por bimestre) se praticamente nenhum professor usa, e se usa é apenas por causa das perguntas, pra facilitar suas vidas e as nossas. Mas eu não acredito que a escolha de um bom livro vá substituir um professor ruim. Já tive excelentes livros de História com professores que achavam que não era relevante nos explicar o que realmente foi a Revolta Farroupilha, por exemplo. O livro pode dizer que a melhor coisa que já aconteceu a esse país foi a ditadura militar - um professor centrado, estudado e ponderado não vai deixar que seus alunos saiam da sala de aula suspirando pela volta dos generais.

Professor bom mostra os dois lados.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Katherine »
obvious troll is obvious.

Desligado .NaninHa.

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« Resposta #2 em: 24/09/2007, 18:04 »
Eu concordo com a Katherine.

O que faz a diferneça, de verdade, são os professores.

Agora, se a pessoa for estudar sozinha, é outro caso.

Mas no ensino fundamental e médio, o que faz a diferença mesmo, é o professor e o próprio aluno.

Eu acho que cada professor/escola deve escolher a coleção que achar melhor.. e o professor, conhecendo bem o livro, deve orientar os alunos sobre posíveis falhas. Pois, com certeza, nenhuma coleção é perfeita.

Professores de história costumam ser muito críticos, e eu só tive professor assim. Não é porque um cara reprovou a tal coleção, que os professores vão se rebaixar.

Aliás, quem é esse Ali Kamel?

Talvez o tal livro seja ruim, talvez não..

mas de qualquer forma, o livro não faz tanta diferença assim se o professor for bom.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por .NaninHa. »

Desligado Milla

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« Resposta #3 em: 24/09/2007, 20:28 »
Eu vejo os livros como um complemento para o ensino. Sem um professor pra guiar o aluno, eles não têm nenhum valor.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Milla »
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Desligado ~Leandro

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« Resposta #4 em: 29/09/2007, 17:58 »
Katherine, eu concordo com a tua opinião. Também acho que um bom livro não substitui um professor. No meu colégio tem alguns professores que usam bastante o livro, que se apegam somente ao conteúdo de um autor, e alguns mal explicam a matéria, enquanto que os alunos aprendem muito mais nas aulas de história e geografia (tanto o professor e história quanto o de geografia explicam muito bem a matéria sem o auxílio de qualquer livo ou apostila. O de história inclusive se nega a se quer indicar livros didáticos para os alunos, pois todos os livros tem partes relevantes da história faltando ou mal explicadas. E eles são os melhores professores do colégio). Eu realmente acho que no ensino médio o livro deveria ser eliminado (com excessão das matérias como matemática ou português, em que é muito difícil aprender regras só com explicações). Mas nesse tópico eu me refiro mais ao ensino fundamental, ao uso dos livros para crianças especialmente de 5ª a 8ª série, em que o livro é indispensável, na minha opinião. Quando se ensina história para uma 5ª série é mais uma instrução, uma idéia geral do que foi cada momento da história, não se consegue colocar na cabeça de uma criança todos os motivos que levaram aos acontecimentos - não que seja certo ensinar que Tiradentes ou Pedro II foram heróis -, mas de qualquer forma é preciso utilizar bons livros.
Eu tive bons professores de história até a 8ª série, e todos sempre usaram a coleção Nova História Crítica. Eu acredito que tive uma boa base, mas agora que estou no ensino médio sou obrigado a recorrer a outras fontes e a pesquisar mais a fundo cada assunto que estamos aprendendo, pois apenas um livro nunca tem o suficiente, por mais completo que seja.

Citação
Aliás, quem é esse Ali Kamel?


Um diretor de jornalismo da Globo e colunista do jornal O Globo.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por ~Leandro »
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Desligado Thaís Essence

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« Resposta #5 em: 29/09/2007, 18:29 »
Eu já acho que o livro ás vezes ajuda muito mais que um professor...
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Thaís Essence »
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Desligado .NaninHa.

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« Resposta #6 em: 30/09/2007, 00:13 »
Abolir os livros eu já acho demais.

E não acho que livros de história do ensino fundamental precisam ser tão bons.

História/Geografia/Química/Física/Biologia de verdade você vai aprender no ensino médio. Não tem pra onde correr.

Já Matemática e Português são matérias que a base do fundamental é MUITO necessária.

Principalmente Matemática.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por .NaninHa. »

Desligado RoseblesseD

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« Resposta #7 em: 30/09/2007, 01:34 »
Livros didáticos são bons para se ler assim como qualquer outro. Tomar os tópicos trabalhados como verdade inquestionável é bobagem e ai, que entra o professor.

Para mim, se o aluno for crítico/diplomático o suficiente, ele não necessita de professor e pode muito bem ser um Einstein sozinho. =P Caso contrário, a presença de um guia é indispensável.

Sempre fui solitária nos estudos e me sinto bem assim. Adorava ir às aulas para discutir mas aprender mesmo? Basicamente, 70% foi sozinha. Lembro-me de John Nash falando "a sala de aula aprisiona a mente"; concordo plenamente e também com relação a muitos livros. =P Sou mais ser uma filósofa semi-analfabeta (alfabetização agora é só para quem tem graduação =P - lembrando dos discursos contra Lula xD) do que uma PHD em física bitolada. Para mim inteligência é algo (um raciocínio) particular, não acúmulo de conhecimento; atualmente as pessoas tem invertido o quadro.

Sou a favor da pesquisa. Antes de sair discutindo sobre determinado assunto com as mesmas palavras do livro que você leu, leia um outro que conte um lado diferente da história, não necessariamente oposta e daí, tire suas próprias conclusões; ai sim, será uma opinião bem formada e particular. Só. ^^
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por RoseblesseD »

...somewhere...


Desligado Aslan

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« Resposta #8 em: 30/09/2007, 14:50 »
Citação de: \"Leandro\"
Devem continuar sendo escolhidos pelos professores ou deve haver uma intervenção do Estado, para que as crianças "não sejam manipuladas", como pretende Kamel?


Quando há intervenção do Estado, aí sim as crianças são manipuladas. Vide Hitler.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Aslan »
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Desligado Roland

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« Resposta #9 em: 30/09/2007, 15:50 »
Acho que quem deve escolher os livros são os professores.

Eu estudo em história pública, e nós só temos livros para 3 matérias: Português, Matemática e Biologia. Minhas professoras de português sempre usaram os livros muito bem, o livro possui excelentes exercícios, mas segundo elas, a explicação é fraca. Eu sempre anoto as explicações delas, aí uso o livro mais como revisão.

Eu até hoje mal usei o livro de matemática, se bem que meus professores dessa matéria no ensino médio foram uns babacas. -.-" É sério gente, o menino mostrou os [pentelhos] pro professor e ele riu sem graça! Eu fico tão indignado que saio da sala sem nem pedir, aí fico lendo os livros de vestibular que minha mãe me mandou ler.

A professora de biologia usa bastante o livro, mas eu só tenho 2 aulas por semana, então acho que o livro seria dispensável, até porque ela vive fazendo projetos, aulas interativas e tal. Ano que vem eu não terei mais Educação Artística,(o que já era sem tempo, materiazinha inútil u.u") e são DUAS aulas por semana, a mesma quantia de tempo para matérias sérias como Biologia, Física e Química. Uma dessas aulas vai para Biologia, aí eu terei 3 aulas por semana, talvez o livro se torne mais essencial.

Enfim, acho que os livros são bons de se ter, para esudar em casa e pá.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Roland »
Me fez casa
Eu sou morada
Lugar de Deus
Que não está lá fora
Mas sim mora dentro de mim

Abri a porta e Ele entrou em casa.
Estou em obras.
Essa morada um dia será perfeição!

Desligado ~Leandro

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« Resposta #10 em: 01/10/2007, 01:06 »
Citação
Quando há intervenção do Estado, aí sim as crianças são manipuladas. Vide Hitler.


É que na idéia desse tal de Kamel as crianças estão sendo influenciadas com as idéias socialistas do Mario Schmidt. Na verdade a visão política do autor não é expressada de forma tão forte assim no livro, é apenas uma visão crítica da história. Mas pra esse jornalista da Globo o Estado deveria intervir e proibir a propagação desse tipo de idéia. Algo totalmente errado, é claro. O Estado mesmo que manipularia as crianças, como tu disse.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por ~Leandro »
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« Resposta #11 em: 01/10/2007, 05:28 »
Citação de: \"~Leandro\"
Um diretor de jornalismo da Globo e colunista do jornal O Globo



Só pra reforçar. Não é apenas "um diretor de jornalismo". Ele é o diretor-executivo do jornalismo das Organizações Globo, então cabe a ele fazer a coisa funcionar como deve... na visão deles.

Os livros eu acho que deveriam ser escolhidos por alguma comissão neutra contratada por uma escola, mas isso soa tão distante =s Como não resta outra alternativa, e não que seja ruim, que os professores escolham :P

Onde eu estudei os professores tinham liberdade para escolher os livros, mas algumas matérias tinha mais de um professor, então acabava que um sempre não concordava com o livro escolhido e indicava outro como suplemento.

Eu estudei com o sistema Positivo até a 4ª série, na éppoca eu não tinha noção, claro, mas hoje eu acho apostilhas muito limitadas. Ainda bem que só implantaram no colégio onde eu fiz o 3º ano do ensino médio depois que eu saí :P Mas lá não é Positivo, é Pitágoras... nem sei se é melhor, mas pela propaganda que o colégio fez deve ser uma droga =s
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Ignus »








Desligado Aslan

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« Resposta #12 em: 01/10/2007, 11:38 »
Citação de: \"Leandro\"
É que na idéia desse tal de Kamel as crianças estão sendo influenciadas com as idéias socialistas do Mario Schmidt. Na verdade a visão política do autor não é expressada de forma tão forte assim no livro, é apenas uma visão crítica da história. Mas pra esse jornalista da Globo o Estado deveria intervir e proibir a propagação desse tipo de idéia. Algo totalmente errado, é claro. O Estado mesmo que manipularia as crianças, como tu disse.


Seria importante que os estudantes conhecessem os dois lados da moeda. Quais são os princípios do socialismo, do capitalismo, do anarquismo e todos os ismos. Afinal, a escola tá lá pra ensinar. Mas não acho certo que estudantes recebam livros tendenciosos, dizendo com todas as letras "tal sistema é melhor pelas razões tal". O aluno deveria descobrir o que é melhor pra ele por si só. E o governo não tem que se meter em nada, porque ele sempre vai puxar sardinha pro lado dele.
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« Resposta #13 em: 02/10/2007, 15:24 »
Isso é verdade, Aslan.

Mas um professor bom vai saber ensinar os alunos os lados de cada sistema, sem ser tendencioso.

Também acho que os livros devem ser neutros.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por .NaninHa. »

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« Resposta #14 em: 03/10/2007, 22:09 »
Olha, eu tenho dois livros de história, carrego cerca de 400 páginas de livro na mochila e se eu os abri umas 5 vezes no ano foi muito. Porque meu professor de história faz com que nós não precisemos de livros, eles se tornam apenas um material complementar e extremamente mal feito.
Meu livro de física/química parece ter sido escrito pra professores, não pra alunos. Minha professora explica em 15 minutos 48 páginas de pura balela.
Livro de matemática nós só usamos exercícios. Os textos são todos muito superficiais, ai do aluno que não tiver um bom professor pra explicar.

Mas dizer que um autor influencia os leitores...é mais uma falha na educação: não ensinar as pessoas a terem e a saberem expor suas próprias opiniões.

Agora, tem alguém/algo que queria influencias MAIS as pessoas que a Rede Globo e o jornal O Globo?
Isso foi tudo uma puta demagogia.
« Última edição: 31/12/1969, 21:00 por Milla »
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